
“O combate à violência contra a mulher é uma das grandes preocupações da Ordem dos Advogados. A advocacia tem estado em constante movimento para contribuir no enfrentamento dessa grave questão social. Desta vez, estamos divulgando um guia com todos os canais de ajuda e acolhimento às vítimas. Nele, elas poderão encontrar informações sobre para onde ligar, a quem recorrer e como pedir ajuda em um dos momentos mais difíceis da vida”, ressalta a presidente da OAB de Mato Grosso, Gisela Cardoso.
O guia é uma iniciativa da Ouvidora da Mulher da OAB-MT com a a Comissão da Mulher Advogada, e reúne contatos de emergência, órgãos de atendimento especializado, serviços de saúde, apoio jurídico, psicológico e grupos de apoio, facilitando o acesso das vítimas aos serviços essenciais de proteção e assistência.
A campanha reforça a mensagem de que a denúncia é um passo fundamental para interromper o ciclo da violência e garantir segurança às mulheres.
Entre os canais disponíveis estão o Disque 180, a Polícia Militar (190), a Polícia Civil (197 e 181), além da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), do Plantão de Atendimento à Vítima de Violência Doméstica e Sexual (PVDM), da Defensoria Pública e do Poder Judiciário.
Segundo a Ouvidora da Mulher, Juliana Zafino, o acesso à informação é uma ferramenta essencial para salvar vidas e garantir que as vítimas saibam onde buscar ajuda de forma rápida e segura. "A divulgação permanente desses serviços contribui para fortalecer a rede de proteção e combater a violência de gênero. Vamos deixá-lo disponível no site oficial da OAB de Mato Grosso, de fácil acesso para quem precisar".
Na sexta-feira, Juliana Zafino se reuniu com as presidentes da Comissão da Mulher Advogada da Seccional e das Subseções para divulgação da iniciativa, com a intenção de que o guia alcance todo o Estado, ampliando e fortalecendo a rede de apoio. Ficou decidido que os contatos serão ajustados para cada Subseção. "Ao somarmos nossas experiências, temos a possibilidade de ampliar nossa capacidade de enfrentar desafios e construir soluções efetivas", observa Zafino.
Para Querem Hapuque, presidente da CMA da Seccional, mais do que um material informativo, o guia é uma ferramenta de proteção. “Nosso objetivo é garantir que nenhuma mulher se sinta sozinha ou sem direção. A informação salva vidas e pode ser o primeiro passo para romper o ciclo da violência. Queremos que cada vítima saiba que existe uma rede preparada para acolher, orientar e proteger”.
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Keka Werneck
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